- Se,
no adulto, as emoções produzem determinados choques, na
criança essas perturbações assumem caráter muito
mais sério.
- A criança
se encontra num período de instabilidade em razão do seu crescimento.
Ela vive em desequilíbrio contínuo.
- Isso explica
como, muitas vêzes, a criança passa do chôro ao riso, de
uma atividade a outra, com uma grande rapidez.
- Sendo
grande a sua vida afetiva, está a criança mais sujeita aos choques
emocionais do que os adultos.
- Além
disso, não dispõe de energias físicas, não possui
resistência para suportar o aparecimento da emoção.
- Além
da gravidade da crise emocional, com todo o cortejo de efeitos maléficos
sobre a vida infantil, é preciso frisar a presença de um fator
importante de que a criança é desprovida: a clareza da inteligência.
- O adulto,
sofrendo o choque da emoção, procura logo conhecer a situação
e, assim restabelecer o equilíbrio perturbado.
- A criança,
entretanto, não dispõe de suficiente compreensão para
se orientar. Então, o choque se prolonga através de sua hesitação,
da desordem física e mental que a emoção produziu.
Fonte 1: Guerino Casassanta - Professor e Psicólogo (Revista
do Ensino - 1962 - Porto Alegre - Brasil)
Fonte 2: www.sitededicas.com.br