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Dicas TV e games em altas doses |
Muitos
já preferem o teclado do computador à caneta, sendo o ICQ,
ferramenta de conversa entre amigos, um programa imprescindível
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Televisão e videogame também fazem parte do cardápio diário dos
"Y". E em altas doses. Bruno Hata, 12, costuma passar duas horas
por dia jogando e pelo menos outras duas assistindo a programas de auditório
e desenhos animados. Quando vai ao computador, que possui há quatro anos,
normalmente acessa sites de games e o ICQ, um canal de bate-papo on-line
bastante popular entre os freqüentadores da rede de todo o mundo. Fazendo
trabalhos para a escola, Bruno adquiriu o hábito de escrever no
computador. Hoje, prefere o teclado ao papel e caneta. "Escrevo mais
rápido no computador", diz. Carolina Quintella, 13, adora o ICQ, que usa para falar com os amigos. Apesar de ter computador em casa somente há um ano, já está bastante familiarizada com a rede. "Hoje em dia não compro mais CD, só baixo música pela Internet", diz. Carolina também passa horas por dia na frente do televisor, entre filmes, novelas e sitcoms, os seriados importados, líderes de audiência nas TVs pagas. Os hábitos não são muito diferentes entre os mais novos. Mudam apenas os produtos de interesse. |
Rafael Ribeiro, 8, já
acompanha algumas novelas e conhece o ICQ porque o irmão de 15 anos costuma
acessar. Rafael estuda em uma escola da linha antroposófica, que não
disponibiliza computadores a seus alunos. No entanto, o acessa em casa desde os
6 anos. Costuma entrar em sites relacionados ao que assiste na TV. Rafael gosta
muito de ler (está partindo para o segundo volume da série "Harry Potter"),
mas diz que não são muitos os garotos com quem ele pode falar sobre o livro.
De acordo com Tiba, que atende crianças e adolescentes em seu
consultório e está publicando seu 15º livro na área, a geração Y usa a
televisão para descansar. Quando eles estão há muitas horas no computador,
ligam a TV para "desacelerar", para poderem ficar alguns minutos
passivos diante de alguma coisa. Mas o computador continua ligado. "O cérebro
da criança abre janelas de trabalho, como faz o computador", diz. De olho
na TV, se por acaso escutam o som característico de que receberam uma mensagem
pelo ICQ, correm até o computador para respondê-la, retornando em seguida para
o programa que estavam assistindo. E se o telefone tocar nesse meio tempo, uma
nova "janela" é aberta.
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"Os consumidores do futuro"
Por: Mauro
Hossepian