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Dicas Você presenteia seus filhos com livros? |
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A maioria dos pais, nos dias de hoje, considera fundamental que seus
filhos adquiram o hábito da leitura. Afinal, ler é saber. Mas não
adianta obrigá-los a realizar essa tarefa: é preciso ensiná-los a
gostar de ler. Tudo o que fazemos por obrigação tende a ficar chato, maçante
e, na maioria das vezes, é feito de forma mecânica. Quer ensiná-lo a ter prazer em ler? Comece transformando a leitura numa atividade livre. Sugira que seu filho fale sobre o livro que leu, escreva a respeito dele ou vivencie o livro -que tal montar uma peça com os amigos e reproduzir a história modificando-a um pouco? Mas lembre-se: todas essas atividades devem ser opcionais. O estímulo a leitura deve começar cedo, ou melhor, muito cedo. A partir dos sete ou oito meses de idade, a criança já tem condições de manipular livros de imagens feitos de borracha, espuma ou pano. Iniciá-la o quanto antes neste mundo é importante porque, aos poucos, ela vai se familiarizando com o livro, sua forma e linguagem. Pais que gostam de ler e cultivam o hábito saem ganhando. Como é natural a criança imitar a ação dos pais, ela, com certeza, ficará curiosa em saber o que eles descobrem ao folhear tantas páginas. |
Quando for contar
uma história para o seu filho, faça-o por meio de um livro. Assim ele vai
saber que aquela fábula maravilhosa que o faz pensar, criar e imaginar um mundo
mágico saiu de dentro daquelas folhas de papel. "Quando a criança ouve
histórias, descobre que o mundo dos livros é interessantíssimo", afirma
a professora de português Maria José Nóbrega. "Ela compreende muito mais
do que somente aquilo que é capaz de ler com os olhos", diz o professor
Luiz Percival Britto, da Associação Brasileira de Leitura.
Na hora de escolher a leitura, é importante evitar livros muito
simplificados, bobos e sem conteúdo. "O problema é que, se o texto é
simples demais, provavelmente também é pobre na temática e na
linguagem", comenta Maria José. Dessa forma, com certeza a criança não
vai achar muita graça nele. Em vez de livros fáceis, adote obras engraçadas,
dramáticas, envolventes e de autores consagrados. Não se assuste se elas
tiverem muitas páginas ou um vocabulário novo.
por Regina Terraz, do Paralela