Dicas

O passatempo que educa

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Crianças envolvem-se afetivamente com brinquedos menos sofisticados
e é induzida por eles a criar situações imaginativas
  


Pais deveriam mostrar que existem
alternativas a brinquedos caros:
pipa, pião e boneca de pano

   Pular corda, brincar de casinha, de imitar um bombeiro, fazer comidinha, jogar futebol e brincar de pega-pega podem parecer apenas passatempos aos olhos de um adulto menos atento. Mas essas brincadeiras são muito mais do que isso. É por meio delas que o ser humano se desenvolve e cresce. Diferente dos brinquedos industrializados e da televisão, a criança se envolve afetivamente com essas brincadeiras, convive socialmente, imagina e cria alternativas para resolver os imprevistos que surgem durante o ato de brincar.
   Como escapar então de um mercado industrializado que chega a faturar R$ 950 milhões ao ano, despejando no mercado parafernalhas eletrônicas, bonecas sofisticadíssimas, carrinhos que fazem mil manobras, mas que deixam as crianças em posição de espectadores? A "mothern" Juliana diz que "o lance é negociar, propor outras sugestões. Muitas vezes a criança não pede um brinquedo "alternativo" porque nem sabe que ele existe.

   O papel dos pais é mostrar que existe alternativa: mostrar a pipa, o pião, a boneca de pano, o fantoche". Laura é mais taxativa: "Eu não dou. Converso e deixo claro porque não vou comprar e ofereço alternativas. Mas, se a criança ganha o brinquedo eletrônico de outra pessoa e ele não é exatamente nocivo, não proíbo de brincar".
   Certo é que o brinquedo é um importante instrumento de desenvolvimento físico e emocional da criança, e os pais precisam ficar atentos. É Juliana quem completa: "Outro dia alguém comentou uma prática que eu achei muito interessante, que pretendo adotar lá em casa. Em todas essas datas em que se ganha presentes, a mãe reunia os filhos para separar os brinquedos velhos para serem doados, uma vez que eles iriam ganhar novos. Assim a criança não entra naquela loucura de acumular e aproveita a ocasião alegre para aprender que é uma privilegiada por estar ganhando aqueles presentes.É uma forma bacana de educar para a solidariedade e para o desprendimento".

  

Leia também: "Brinquedo não é brincadeira"

  

     

   

  

   

   

   

  

   

  

   

   

   

   

  

   

 

   

   

 

   

   

  

   

  

   

Por: Fernanda Werneck