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Dicas Como a escola pode ajudar? |
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Assim como os pais, a escola também tem papel fundamental no estímulo à
leitura. Algumas escolas dão especial atenção a esse tema. A escola de educação infantil Recreio, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, é uma delas. Ela trabalha com crianças desde um ano e oito meses até a pré-escola, aplicando o método do construtivismo, no qual a criança constrói seu próprio conhecimento, no seu ritmo pessoal. O livro é introduzido já no primeiro grupo. Gradativamente a meninada conhece uma grande diversidade de livros: de plástico, de pano, cartoonados, com enredos mais simples ou histórias com textos mais longos e complexos para as crianças maiores. O livro é o ponto de partida para várias atividades e brincadeiras ao longo do crescimento e da evolução da criança. Diariamente elas participam de rodas de história com ou sem o apoio de livros. Durante esse momento são utilizados outros recursos como fantoches, massinha de modelar e brinquedos, para que os alunos criem em cima do enredo e desenvolvam o gosto pelas histórias e pela leitura. Além disso, o professor vai pontuando algumas características do livro -título, autor, ilustrador, editora- e seus gêneros -poesia, trava-língua, contos, notícias. |
As crianças também
têm acesso aos livros da sala para que interpretem sozinhas o enredo e recontem
aos colegas, uma forma de estimular o contato individual do aluno com o livro.
Segundo a psicóloga Isabel Linhares, coordenadora da escola,
alguns temas e conflitos da criança também podem ser trabalhados por meio de
livros. Um exemplo é o processo de desfraldamento, que ocorre por volta dos
dois anos. Uma das formas de explorá-lo é por meio do livro "Ninoca Vai
Dormir", no qual a ratinha utiliza o banheiro antes de deitar. Outro
exemplo de interatividade: depois de lerem a história de Chapeuzinho Vermelho,
as crianças desenvolvem várias atividades como procurar o lobo pela escola ou
fazer um piquenique na "floresta".
As crianças maiores freqüentam a biblioteca da escola. Os livros
ficam expostos em prateleiras onde o aluno escolhe um e senta-se numa das mesas
para ler. "Funciona como uma biblioteca de verdade, onde ensinamos que é
preciso fazer silêncio e devolver o livro à estante quando terminar", diz
a orientadora pedagógica Mirian Silvia Kind.
Fonte: Paralela