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Dicas Brinquedo não é brincadeira |
Ao
comprar um presente, o pai deve levar em consideração
que as brincadeiras atuam no desenvolvimento psicológico da criança
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Que brinquedo dar para o seu filho neste Dia das Crianças? As
brincadeiras são instrumentos naturais com que as crianças exercem sua
imaginação e sua necessidade de descobrir, de criar e de relacionar-se.
Exatamente por isso, uma das maiores preocupações dos pais modernos é
que os brinquedos atuais reduzam significativamente o lado criativo da
criança. Prontos, inteiramente acabados, eliminam o caráter construtivo
que os brinquedos de outros tempos exigiam. Juliana Sampaio e Laura Guimarães parecem já ter encontrado a resposta. Jovens, modernas e decididas, criaram há alguns meses o blog Mothern, neologismo que é a soma de "mother" e "modern" (mãe moderna). Suas aventuras e reflexões alcançaram eco em pouco tempo, reunindo em torno de si uma legião de jovens mães e pais, inquietos com as dificuldades que surgem na experiência de criar os seus filhos. Juliana, 31, é taxativa ao conceituar os brinquedos que prefere para a sua filha de dois anos: "A verdade é que mais bacana do que qualquer brinquedo é a experiência de brincar. E, para brincar, ninguém precisa do último modelo da Barbie. Precisa é de idéia na cabeça, felicidade no coração, espaço para a imaginação se soltar". |
Laura, 33, mãe de
duas garotinhas de 3 e 6 anos, afirma: "Eu acredito em brinquedos simples,
sem pilhas ou dispositivos eletrônicos, que estimulam a criatividade da criança.
O bom brinquedo é aquele que, mais do que atender a uma faixa etária específica,
cresce com a criança. O ioiô é um bom exemplo disso."
As afirmações das "motherns" encontram reflexo entre
psicólogos e estudiosos. A psicóloga Valéria Garcez afirma que, ao apresentar
para seus filhos os brinquedos artesanais da sua infância, ou até mesmo ao
ajudar a criança a inventar os seus próprios brinquedos, os pais estarão
contribuindo para reconstruir a harmonia familiar, invertendo a tendência
moderna de filhos informatizados que detêm maior conhecimento que os pais.
"A criança estará voltando à sua posição original na família,
a de receptora de informações transmitidas pelos pais", afirma ela.
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por Fernanda Werneck